“O rouge virou blush. O pó-de-arroz virou pó-compacto. O brilho virou gloss. O rímel virou máscara incolor. A Lycra virou stretch. Anabela virou plataforma. O corpete virou porta-seios. Que virou sutiã. Que virou silicone. A peruca virou aplique… interlace… megahair… alongamento. A escova virou chapinha. ‘Problemas de moça’ viraram TPM. Confete virou MMs. A crise de nervos virou estresse. A purpurina virou gliter. A tanga virou fio dental. E o fio dental virou anti-séptico bucal. Ninguém mais vê: O à-la-carte porque virou self-service. A tristeza agora é depressão. O espaguete virou miojo pronto. A paquera virou pegação. A gafieira virou dança de salão. O que era praça virou shopping. A areia virou ringue. O LP virou CD. A fita de vídeo é DVD. O CD já é MP3. É um filho onde eram seis. O álbum de fotos agora é mostrado por e-mail. O namoro agora é virtual. A cantada virou torpedo. E do ‘não’ não se tem medo. O break virou street. O samba, pagode. O carnaval de rua virou Sapucaí. O folclore brasileiro, halloween. O piano agora é teclado, também. O forró de sanfona ficou eletrônico. Fortificante não é mais Biotônico. Polícia e ladrão virou Counter Strike. Fauna e flora a desaparecer. Lobato virou Paulo Coelho. Caetano virou um pentelho. Elis ressuscitou em Maria Rita. Raul e Renato. Cássia e Cazuza. Lennon e Elvis. A AIDS virou gripe. A bala antes encontrada agora é perdida. A violência está maldita. A maconha é calmante. O professor é agora o facilitador. As lições já não importam mais. A guerra superou a paz. E a sociedade ficou incapaz. De tudo. Inclusive de notar essas diferenças.”
“- É fácil
- O quê?
- Se apaixonar por você.”
“Eu tentei. Do meu jeito, mas tentei. As vezes só se precisa conversar, e as pessoas não parecem entender isso. Quem realmente quer, age de maneira diferente.”
“Você já se sentiu partindo ao meio? Você já se sentiu fora de lugar? Como se de alguma forma você não fosse daqui e ninguém te entendesse?”
“Preciso pensar
preciso fazer
preciso lembrar
preciso esquecer
preciso parar
preciso correr
preciso trabalhar
preciso viver”
“Você pode não ser o primeiro homem dela, o último homem dela ou o único homem dela. Ela amou antes, pode ser que ela ame de novo. Mas se ela se ama agora, o que mais importa? Ela não é perfeita - você… também não é, e vocês dois podem nunca ser perfeitos juntos, mas se ela te faz rir, te faz pensar duas vezes, e admite ser humana e cometer erros, segure-se a ela e dê a ela o máximo que você puder. Ela pode não estar pensando em você a cada segundo do dia, mas ela te dará uma parte dela que ela sabe que você pode quebrar - o coração dela. Então não machuque ela, não mude ela, não analise e não espere mais do que ela pode dar. Sorria quando ela te fizer feliz, diga a ela quando ela te deixar com raiva, e sinta a falta dela quando ela não estiver por perto.”
“Ela queria colo, mas só se fosse o dele. Ele queria um abraço, mas só se fosse o dela. Eles brigavam por ciúmes, e outros motivos aparentemente fúteis. Costumavam passar o dia todo chamando um ao outro de ‘‘idiota”, se irritavam e depois riam, mas no final era ela que ficava brava. E ele pedia desculpas, e continuava a rir. Ele sabia como deixá-la sorrindo, e ela gostava disso, gostava das palhaçadas que ele fazia para vê-la gargalhar, ela gostava do modo como ele a tratava. Ela fazia de tudo para fazê-lo sorrir quando estava triste, tentava de todas as maneiras mostrar o quanto ela gostava dele. Os dois não se entendiam, mas ao mesmo tempo, se entendiam muito bem. Eles discordam em quase tudo, e sempre acabavam discutindo. Ele chamava ela de ‘‘minha”, e ela chamava ele de ‘‘meu”. Passavam a maior parte do dia falando nada, e ao mesmo tempo, falando tudo. Não tinham muito assunto, mas sempre arranjava algum. Os olhos dela brilhavam quando ele a chamava de pequena. Ela se sentia especial, se sentia única de certa forma. Mas ela odiava sentir ciúmes dele, por um momento, ela achava que roubariam o motivo dela de sorrir todos os dias. Quando estavam juntos, o tempo passava rápido, agora quando estavam longe, o relógio parecia parar. Tornava-se uma eternidade quando estavam um longe do outro, e logo depois de dar um ‘‘tchau” já sentiam saudades. Eles eram diferentes, tinham pensamentos diferentes, eles eram imperfeitos, e perfeitos um para o outro. Eles ainda não eram um casal, não namoravam, não tinham nada um com o outro, e os dois sabiam que se pertenciam mesmo assim. Eles faziam planos para um futuro próximo, pensavam em se encontrar, em ficar juntos, e ter a tão sonhada ‘‘vida á dois.” Imaginavam estar juntos, construindo uma família, uma vida. Eles sonhavam com isso, faziam tantos planos, mesmo sem saber se esse ‘‘futuro” chegaria, ou não. Brigavam, se desentendiam, ficavam alguns dias sem se falar, mas eles sabiam que no fundo, um não vive sem o outro.”
“Distância… Muitos falam sobre ela, mais poucos tem a coragem de enfrentá-la. É bem complicado eu sei, viver longe de alguém que te faz tão bem, estar separados por milhares de quilômetros é como se fosse castigo. Você conta os segundos para poder ler o que ele escreve, ver seus sms, poder ouvir sua voz? É bem isso mesmo… E o que mais dói , é ter que reconhecer que a única pessoa capaz de te fazer feliz um dia, é aquela que estar mais longe de você!”